Conforto térmico não é sinônimo de boa climatização, mas poderia ser!
Aos poucos, a rotina dos edifícios corporativos está voltando e, com ela, a necessidade de um sistema de climatização que proporcione conforto térmico para todos. Não é de hoje que ouvimos colegas de profissão reclamarem, pelo menos uma vez, do ar-condicionado do lugar onde trabalha, não é mesmo? Até você já deve ter feito isso!
O caso é: conforto térmico é essencial. Se está frio demais, a tendência a dificuldade de raciocínio, tremores e, até mesmo, agravamento de doenças respiratórias é um fator diário. Se faz calor demais, note: fisionomias irritadas e falta de concentração deixam o clima ainda mais… quente, digamos.
Há outro fator elementar com o qual edifícios corporativos precisam se preocupar quando o assunto é conforto térmico: isso está além do sentir. Envolve biossegurança também! Já que, quando as pessoas não se sentem confortáveis, há o indicativo de que a climatização não está funcionando como deveria, logo, os filtros e purificadores que retém a rotação de vírus e bactérias também não. Ninguém quer ler isso depois de uma pandemia, mas é um fato.
Ou seja, todos são afetados de maneiras diferentes.
Para entender melhor a relação do conforto térmico com a permanência prolongada em edifícios corporativos, precisamos falar um pouco sobre como o corpo humano funciona.
Estamos expostos, diariamente, a carga mecânica que vem do trabalho do nosso próprio músculo e a carga térmica do ambiente a que nosso corpo está exposto. Conforme nos esforçamos, ocorrem inúmeras reações em nosso organismo para gerar energia e manter a nossa temperatura interna. Essa temperatura interna varia de acordo com o ambiente a que somos expostos e gera uma resposta metabólica, positiva ou negativa, física e psicológica.
Somos uma espécie homeotérmica, ou seja, mantemos nossa temperatura corporal relativamente estável, mesmo com variações no ambiente, graças ao nosso sistema termorregulador. Se conseguimos manter nossa temperatura estável, o que gera o desconforto térmico?
A demanda de energia que o corpo precisa disponibilizar para fazer isso. Se estamos em temperatura ambiente, sem muito frio ou muito calor, nosso corpo não precisa trabalhar muito. Mas, se contrário, a demanda que o ambiente exige e a capacidade do nosso corpo em equilibrar essa temperatura ficam desproporcionais. Por isso trememos. Por isso suamos. Por isso não raciocinamos. Por isso ficamos irritados. Perdemos o conforto térmico e o bem-estar conforme o frio ou calor que passamos.
E o que isso tem a ver com edifícios corporativos? Tudo.
Veja: existem quatro fatores externos que influenciam no nosso conforto térmico:
1 – Temperatura do ar a que somos submetidos: se a climatização do edifício corporativo não estiver adequada, ela não se manterá em temperatura ambiente e vai ficar oscilando entre muito frio ou muito quente.
2 – Umidade relativa do ar: também varia de acordo com a temperatura. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o índice de umidade relativa ideal para o ser humano é entre 50%-60%. Acima ou abaixo disso, pode causar coriza, dores de cabeça, garganta seca, rinites alérgicas, ressecamento da pele e cansaço.
3 – Ventilação do ambiente: esse processo funciona para promover um tipo de troca entre a superfície do nosso corpo e o ambiente a que ele está exposto. Se não adequada, a umidade do corpo é retirada de forma muito rápida ou muito lenta, impactando, também, no conforto térmico.
4 – Roupa: estamos falando de um edifício corporativo onde residem escritórios de advocacia, contabilidade, customer service, enfim, uma infinidade de setores que exigem, normalmente, roupas mais pesadas e que aumentam o calor corporal. Sem um sistema de climatização adequado e bem-sucedido, a roupa se torna fator agravante para o próximo item da nossa conversa: o estresse térmico.
O estresse térmico é um estágio psicofisiológico que ocorre quando somos expostos a ambientes com temperaturas muito baixas ou muito altas e ele pode manifestar-se por alguns sintomas, alguns até já mencionados aqui, como: sono em excesso, tremores, dificuldade de concentração e enxaquecas. Conforto térmico é assunto sério desde 1936, quando o pesquisador hungaro Hans Selye trouxe à luz os primeiros estudos sobre o tema e abordou o impacto disso depois de análises realizadas em cobaias sujeitas a estímulos sensoriais térmicos.
O Brasil é um país com clima quente e úmido. Escritórios tendem a contar com equipamentos que contribuem para o aquecimento da base de trabalho – computadores, monitores e afins. Sem um sistema de climatização equivalente no edifício corporativo, que distribua o ar e funcione de forma equilibrada para todos os ambientes, impactos negativos na rotina, saúde e bem-estar das pessoas se torna um problema sério.
Para reforçar a seriedade deste assunto, criou-se a NR17, que estipula que a temperatura deve ser mantida entre 20 °C e 23 °C, velocidade de 0,75 m/s e umidade relativa mínima de 40%. Ainda nesse sentido, temos a NR32, que trata diretamente sobre a climatização, e estipula a exigência de manutenções preventivas e corretivas no sistema do edifício corporativo, a fim de garantir o bom e pleno funcionamento dele e a integridade de todos os elementos (filtros e peças que garantem a qualidade do ar).
Como falamos no início: conforto térmico não é sinônimo de boa climatização, mas deveria. Isso porque, além de proporcionar um ambiente confortável para todos, gerar ganhos de produtividade, evitar o estresse térmico, a propagação de vírus e bactérias e atender as NR’s, um sistema de climatização adequado ainda beneficia edifícios corporativos com:
- Eficiência energética (economia de $);
- Menor depreciação de equipamentos eletrônicos (já que eles não vão sofrer choques térmicos equivalentes);
- Ambientes com temperaturas isoladas e controladas, em todo o edifício.
Isso faz muita diferença!
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